terça-feira, 1 de novembro de 2011

Telefonema



Na noite,
despidos dos diários
preconceitos,
nós nos permitimos
falar.

Como as crianças
(que somos)
sonhamos além
do mundo.
Os impedimentos
escorrem
num banho de alma:
novamente
a gente se ama.

Mas eis ela,
a manhã.
Os uniformes vestir,
dos generais...
O inimigo invisível
Combater.
Xingamos o sem sentido
das escolhas.
Vestidos do medo
nos xigamos.

Na noite,
o céu escuro,
nús de receio
nos amamos.
Sabotando os amores
E nem percebendo

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