Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e
tortos, eu finalmente reconheci no seu olhar centralizado e no seu sorriso
espalhado, o meu, e meu.
E ele me parece um pedaço daquilo que a vida tem de mais charmoso,
não faz planos ou promessas, só surpresas, me ensinou a gostar do simples, do
meio colorido. Ele é diferente.
Sem a dramaticidade de um menino, e a crise existencial de
um homem, a calma vem e fica no meu colo e eu no dele.
É isso que eu gosto nele,
seu realismo, sua espontaneidade. É isso que eu acho bonito numa pessoa, ele
vive a vida, aceita a limitação não dá intenção ao olhar dos outros. Às vezes
eu acho as pessoas tão igualmente diferentes, estou certa que existem almas
formidáveis por toda a cidade, mas se eu fui gostar logo dele, e depois de
tanto tempo, isso quer dizer alguma coisa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário