domingo, 29 de abril de 2012

Inércia do poder



Pode-se afirmar que durante a existência, cada um vive ou armazena em seu inconsciente muitas paixões. Alguns indivíduos tem como a maior de sua vida o trabalho, estudos e outros ainda, depositam este sentimento em outra pessoa. No entanto, é possível a análise numa escala global, a partir dos determinantes que rumam a sociedade para a presente direção tendo-se em vista que a paixão que norteia a história da humanidade é o poder. Em sua busca sob seu próprio ambiente, nas sociedades pré-históricas, os habitantes procuravam dominar os animais que iriam caçar e o clima para melhor se instalarem e desenvolverem no local, visando seu bem estar, bem como nos dias atuais em que pessoas são submissas de seu soberano, guerras pelo domínio e predomínio de um sistema político são travadas e inocentes são, como consequência, mortos.
Numa escala mais micro, nota-se os padrões de estética do bonito, feio, certo e errado, ditadas para serem seguidas através de exposições midiáticas.
"É para que tudo siga seu fluxo e ordem, como deve ser o desenvolvimento do nosso país, um país de todos." - é o que diriam muitos cidadãos programados pelo governo e mídia para visarem o futuro como algo já pré-determinado, seguro e cômodo.
E perde-se então, o benefício da dúvida. O benefício do questionamento.
Ao menos, uma coisa é certa: se há insatisfação com algum poder exercido sob cada pessoa, seja ele do âmbito governamental ou social, a inércia ideológica já imposta como forma de adestramento, não mudaria o seu mundo, não mudaria o nosso mundo.

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